Segunda-feira, Dezembro 12, 2005

ALOGIA

Uma doblez inopinada
um torrencial de sentimentos
esgares pávidos
meias palavras
corpos inteiros.

Desconstruo
Organizo
Permuto

e numa total inépcia
pretendo em ti uma certeza
de mim.

5 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Brasileirinha!

9:35 PM  
Anonymous Cláudia said...

Quem escreve? Quem fala? Quem sente? A poeta. A professora. A mulher.

12:08 AM  
Blogger sete-sóis said...

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11:20 PM  
Blogger sete-sóis said...

O poema constrói-se sobre um balanço entre dois termos que reproduz a incerteza. Um balanço que não deixa de representar controlo, fruto da própria reflexão.

"Desconstruo/ Organizo/ Permuto"- um processo de metamorfose, um processo de sol, o labor do poema e da vida,

que culmina numa revelação - sábia? No sentido antigo da palavra - prudente e conhecedor, que sabe viver.
Afinal, será talvez inútil procurar no outro uma certeza quando o que existe está nos nossos olhos.

A partir deste pedaço de céu onde beber, belo poema, o caminho continua.

12:16 AM  
Blogger rafael said...

o que será uma "doblez inopinada"?

uma nudez desaustinada não será concerteza.

9:39 PM  

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