Terça-feira, Dezembro 06, 2005

ao Pater

Visto-me de lianas
para ao longe te receber
numa tela branca de novidade.
Pensamentos ocultos que não transpiram
na promessa de um afago
uma mão que me castra.

Palavras como labirintos que a si mesmas se passeiam.


Posted by Joana, Cláudia e Filipa

1 Comments:

Blogger sete-sóis said...

Eu gosto do poema.
Voltando várias vezes a ele, porém, não se torna, como dizia o eugénio de andrade, mais luminoso.
(Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si.)
Importam-se, visto serem as poetas, de soprar um pouco estas nuvens?

Uma "tela branca de novidade" é um convite à expressão. Mas se esta se faz de "palavras como labirintos que a si mesmas se passeiam", quem as vai perceber?

2:47 AM  

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