Sexta-feira, Dezembro 09, 2005

Ascensão

O pé que molda e amolga.
A terra. Generosa anfitriã.

Amálgama de vidas.
Pé que desliza e pressiona
o apelo da terra
passo a passo mais fundo.

Num estrato lá longe,
já sem ritmo
aprendem-se as pegadas invertidas.

2 Comments:

Anonymous Joana said...

Tão linda a Joaninha! Tenho saudades tuas...já devias saber que não podes desaparecer tanto tempo!! Gosto muito de ti! Beijinho da Joana

2:24 PM  
Blogger sete-sóis said...

Já regressei várias vezes a este poema e gosto cada vez mais.
Quer dizer que se agora o acho fascinante no jogo de sentidos (e de sons), construído com grande domínio e sentido de beleza, daqui a mais umas viagens poderá figurar ao lado dos clássicos (que, dada a minha relativamente pontual assiduidade no voso blog, neste momento não tenho tanto tempo para ler, para voltar, para cultivar o gosto).

Gosto muito do poema.

12:21 AM  

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