Terça-feira, Dezembro 06, 2005

Lancelot

Nunca fui cavaleiro
mas não pude fugir de mim.
Couraçado e descalço
caminho sobre mim.
Procuro-me como agasalho de meus pés,
tapete corpóreo de rumor lavrado.

Recuos. Quedas. Investidas.
Inimigos sem olhar.

Invade-me o som do tempo.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Vim, conforme o prometido, e vi, e agora comento. Embora haja um rebuscar da metáfora às vezes escura e logo a seguir uma muito clara, agrada-me notar o depuramento do poema. Eu fazia-o de forma diferente, o depuramento, mas o que acabei de dizer não tem importância porque, e ainda bem, o nosso estilo é diferente.

Aquele sentado ao sol, a quem foste falar esta manhã.

2:55 PM  

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