Quitina, penas, pêlos. Garras.
Voando na incerteza de poisar
sobre a certeza,
entrelaço os fios de ar
no meu zumbido aceso.
Tecendo um ninho de sonhos
feito,
embalo na distância
a espera do encontro.
Rasgando adentro o meu casulo
de quimeras,
esvoaço por entre os sóis
todos que tem a água.
Saltando acima a esfera
do horizonte,
entrego também as asas
que já não sei.
Piando do princípio os
já gastos restos,
sigo em busca desse arco que
a velha esconde no regaço.
24.03.02

1 Comments:
Que bonita, esta aprendizagem da vida.
A finalizar (um ciclo, ou "arco/ que a velha esconde no regaço") na procura da experiência - e a sapiência que têm os velhos.
Passando também "por entre os sóis/ todos que tem a água" - que bonito.
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